08/03/13

Síntese do texto: “A importância da aprendizagem e notícia histórica da evolução da psicologia da aprendizagem”


INTRODUÇÃO

        É importante obter contanto com conhecimentos sobre a importância da aprendizagem, afinal ainda durante as aulas teóricas o contato com os conteúdos que são passados para as crianças mostram o quanto é proveitoso saber o que ensinar e como ensinar e saber como ocorre a aprendizagem pode ter um referencial importante na vida do acadêmico e como futuro professor no exercício da profissão.
          Essa síntese deverá proporcionar o conhecimento dessa concepção e ajudar a executá-los em sala de aula, essa é uma função importante, pois propicia ao acadêmico uma noção de como acontece a aprendizagem na vida do indivíduo e quanto esta aprendizagem é relevante na vida do aluno.

          Sabendo como acontece aprendizagem pode auxiliar o professor a propiciar às crianças um ambiente em que possam explorar diferentes ideias e desenvolver uma aprendizagem significativa, e uma boa forma de entender a aprendizagem é vendo sua evolução e como acontece na vida dos seres vivos.

A importância da aprendizagem na vida humana

          Segundo o texto foi possível perceber que a aprendizagem na vida dos seres vivos varia de acordo com a espécie de cada uma, um exemplo é que nos animais inferiores a capacidade de aprendizagem é muito menor comparada a capacidade de aprendizagem do ser humano: “A aprendizagem é lenta, de pequena extensão e sem grande importância na vida animal” (p. 13). Um exemplo básico de animais que tem proporções de aprendizagem baixa são os protozoários que já nascem com seus organismos amadurecidos, não são como o ser humano que nascem como bebes e amadurecem até a vida adulta: “Não possuem infância, propriamente, tem escassa capacidade para aprender, seu período de retenção é curto e os efeitos da aprendizagem quase não exercem influencia em suas vidas” (p. 13), isso significa que ao contrário dos seres humanos, eles não retêm as informações por muito tempo.
          De todos os animais, o ser humano, é o que tem a infância mais longa, pois é quando pode aprender mais com suas experiências, a maior parte dos conhecimentos é do resultado da aprendizagem, ou seja, são conhecimentos aprendidos e isso nunca muda, desde o nascimento o ser humano aprende e vive aprendendo até a morte, ou seja ao nascer a criança aprende e continua aprendendo, e esse processo nunca termina, assim a aprendizagem na vida do ser humano tem muita relevância, pois é um processo contínuo.

Faixa etária
Aprendizagem

1 ano
Familiarizou-se com muitos dos objetos que formam seu novo mundo: controle das mãos e pés, processo de aquisição da linguagem falada.

5 ou 6 anos
Vai para a escola e por meio da aprendizagem dirigida adquire os hábitos, as habilidades, as informações, os conhecimentos e as atitudes que a sociedade considera essenciais ao bom cidadão.

Aprendizagem
Contínua
(Dentro e
Fora da escola)

A aprendizagem acompanha toda a vida de cada um, através dela, o homem melhora suas realizações nas tarefas manuais, tira partido de seus erros, aprende a conhecer a natureza, e a compreender seus companheiros, ajusta-se a seu ambiente físico e social.
Quadro 1: Aprendizagem do ser humano. Autor: Valdineia Barreto Fonte: Elaboração própria.

          A aprendizagem é essencial na vida e todo indivíduo tem capacidade para aprender e de acordo com o que aprende adquire comportamentos que possibilitam que ele viva, ou seja vive melhor ou pior conforme o que aprende.
          Algo interessante sobre a aprendizagem é que cada geração se aproveita das descobertas e experiências das gerações que se passaram tirando proveito dos erros, acertos e principalmente das técnicas humanas.
          A escola e alguns meios educacionais são uma maneira de fazer com que a aprendizagem necessária para a sobrevivência do indivíduo seja mais dinâmica porque esses conhecimentos não podem ser adquiridos de forma natural, são necessários estudos dirigidos para que o indivíduo aprenda, por exemplo, a ler, escrever, somar, multiplicar, se expressar, ninguém nasce sabendo, mas pode aprender com o tempo.
          No que diz respeito ao âmbito educacional, no caso às escolas, enquanto acadêmico de pedagogia é importante fazer uma reflexão sobre como a aprendizagem (seja na teoria ou na prática) influencia na realidade na sala de aula e em como esses conhecimentos obtidos na disciplina de Psicologia da aprendizagem podem ajudar ou facilitar as aulas, a escolha dos métodos e técnicas de ensino, material didático que vai trabalhar nas aulas e caso necessário fazer uma adaptação do currículo educacional.
          Outro ponto importante que cabe destacar é compreender o processo da aprendizagem em seu contexto histórico vendo como ela funcionava desde a antiguidade com os filósofos, pensadores e como estes se preocupavam com a aprendizagem das pessoas das sua época como os tipos de aprendizagem “verbal” ou “ideativo”.
          Dentre as concepções antigas cabe destacar (página 16 à 20):
Sócrates
          O conhecimento preexiste no espírito do homem e a aprendizagem consiste no despertar esses conhecimentos inatos e adormecidos. Para ele, o método da “maiêutica” ou partejamento das ideias é que disciplinaria o espírito e revelaria as verdades universais.

Platão
Formulou uma teoria dualista que separava o corpo (ou coisas) da alma (ou idéias). Expôs as ideias de seu mestre Sócrates, elaborando-as com a formulação de sua doutrina das “reminiscências”. A alma está sujeita à metempsicose e guarda a lembrança das idéias contempladas na encarnação anterior que, pela percepção, voltam à consciência. Assim, a aprendizagem nada mais é do que uma reminiscência.

Aristóteles
          Apresenta um ponto de vista, definidamente científico, ensina que todo conhecimento começa pelos sentidos, rejeitando a preexistência das idéias em nosso espírito. Lançou, portanto, o fundamento para o ensino intuitivo. Utilizou o método dedutivo, característico de seu sistema lógico, e, o método indutivo, aplicando-o em suas observações, experiências e hipóteses

Santo Agostinho
          Poucos tentaram reviver o método indutivo, como Santo Agostinho, que adotou a introspecção, para registrar suas próprias experiências mentais e esposou a teoria das faculdades mentais.

Santo Tomás de Aquino

          Distinguiram as verdades científicas, baseadas na pesquisa e experimentação, e as verdades religiosas, baseadas na autoridade divina. Para ele, o principal agente da aprendizagem é a atividade de quem aprende. Considerava a aprendizagem como um processo inteligente, dinâmico e auto-ativo

Juan Luis Vives

          Insistiu nos métodos indutivos em psicologia e filosofia. Contudo, através de toda a Idade Média e no começo dos tempos modernos, homens com ideias, como as de Santo Tomas de Aquino e Juan Luis Vives eram exceções, porque a ênfase na educação permaneceu teológica e teórica. Havia, apenas, a explicação do pensamento, das idéias e da memória verbal ou dialética, elaborada segundo a filosofia das concepções antigas

Contribuições Modernas para a Conceituação da Aprendizagem

          Alguns pioneiros que lançaram os fundamentos da ciência moderna como COPÉRNICO, BACON, GALILEU, DESCARTES, LOCKE, etc., voltaram a usar método indutivo de ARISTÓTELES, exigindo as provas experimentais e a evidência empírica, para justificar as generalidades sobre o homem e a natureza. BACON, DESCARTES E LOCKE, propagaram uma nova fé no conhecimento, baseado no senso-percepção e no raciocínio lógico

Herbart (1776-1841):

           Estabeleceu a doutrina da “apercepção” e a “Passos Formais” do ensino (preparação,apresentação, associação, sistematização e aplicação)

Lloyd Morgan:

          No fim do século, formulava sua teoria de “ensino-e-erro”, aceita logo por SPENCER que introduziu o darwinismo na psicologia, acontecimento de grande importância nas teorias modernas de aprendizagem.

Rui Barbosa:
O movimento do “método intuitivo” refletiu-se com a tradução do livro de CALKINS,“Lições de Coisas”, feita por Rui Barbosa e com as idéias de seus “Pareceres” sobre o ensino,apresentados à Câmara dos Deputados, em 1882.

Outras Contribuições Atuais

Foi, sobretudo, a contribuição dos criadores da psicologia pedagógica moderna, como HERBART, BINET (um dos pioneiros da medida em psicologia), DEWEY, THORNDIKE,CLAPARÈDE e PIAGET, bem como a dos reflexologistas como PAVLOV e BECHTEREV, a dos behavioristas, como WATSON e LASHLEY, a dos gestaltistas, como KOFFKA, KÖHLER eWERTHEIMER, que mais influiu sobre a formulação das novas teorias da aprendizagem.Sem pretender organizar uma teoria da aprendizagem, também o psicólogo de campo K.LEWIN ofereceu apreciáveis contribuições para o estudo dos fatos da aprendizagem.É interessante assinalar também a influência que já começaram a exercer, sobre as teorias contemporâneas da aprendizagem as teses psicanálise de FREUD, ADLER, JUNG, FROMM; da fenomenologia de HUSSERL, SCHELER e MERLEAU PONTY; e do existencialismo de HEIDEGGER, JASPERS e SARTRE
  

CONSIDERAÇÕES FINAIS

          A leitura do capítulo 1: “A importância da aprendizagem e notícia histórica da evolução da psicologia da aprendizagem” assim como as aulas teóricas aborda pela professora Mª de Fátima Oliveira foram de fundamental importância. O tema “A importância da aprendizagem na vida humana” possibilitou uma reflexão ao acadêmico de Pedagogia quanto a importância da aprendizagem na vida do ser humano e sua reflexão na sala de aula.
          Esses conhecimentos adquiridos na disciplina de Psicologia da aprendizagem são muito importantes, pois “especialmente no setor da teoria e da prática educativa, não pode ser dispensada a contribuição da psicologia da aprendizagem. Da solução dos problemas desta, vai depender, não só a escolha do método didático, como também a organização dos programas e currículos e até a formulação dos objetivos da educação” (p. 16). Portanto acredita-se que a aprendizagem de tais conceitos são fundamentais para formação do futuro pedagogo para exercício da profissão.
  
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CAMPOS de S. M. Dinah, Cap. I- Importância da Aprendizagem e notícia histórica da evolução da Psicologia da Aprendizagem. Vozes: 1986.


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